A linha de pesquisa em Agentes Infecciosos foca no desenvolvimento de diagnósticos rápidos e precisos. Utiliza modelos experimentais para entender a patogênese e a transmissão de doenças. Essa abordagem visa identificar novas estratégias de prevenção e tratamento, contribuindo para o controle de infecções e melhorando a politica de saúde pública.
Docentes da Linha de Pesquisa
Aislan de Carvalho Vivarini
Estudo da dinâmica mitocondrial como plataforma de sinalização imunológica na interação Leishmania-célula hospedeira. A linha de pesquisa do Laboratório de Biologia Molecular Mitocondrial sediado no Departamento de Biologia Celular e Molecular, Instituto de Biologia, na Universidade Federal Fluminense (UFF), baseia-se nos estudos moleculares, celulares e imunológicos na interação entre macrófagos e protozoários, com enfoque na dinâmica e participação mitocondrial como organela mediadora de sinalizações intracelulares. O laboratório utiliza-se de técnicas de manipulação de ácidos nucleicos, quantificação de RNAs e proteínas, além do estudo observacional das células por diferentes microscopias. Apesar da vasta experiência nessas metodologias, algumas modificações protocolares ainda precisam ser padronizadas para obtermos um melhor resultado experimental. Com isso, o laboratório busca compreender como o metabolismo celular e a programação metabólica das mitocôndrias são traduzidos em respostas imunes inatas, podendo ser relevante para uma ampla gama de doenças humanas, inclusive as parasitoses.
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Claudia Fernanda Dick
O ferro (Fe) é um cofator essencial em muitas vias metabólicas, mas também é prejudicial por catalisar a formação de espécies reativas de O2; por esse motivo, todos os sistemas vivos desenvolveram mecanismos para controlar a absorção, o metabolismo e o armazenamento de Fe. A identificação do sistema de aquisição de Fe iônico acoplado em Trypanosoma cruzi se deu por nosso grupo, a partir da identificação de uma Fe-redutase presente na membrana plasmática do parasito (Dick et al., 2020), capaz de reduzir Fe3+ a Fe2+, sendo esse último o substrato para o transportador de Fe, identificado posteriormente (Dick et al., 2022).
Mais recentemente, verificamos que o Fe exógeno é capaz de interferir no estado metabólico celular, fazendo uma mudança de um metabolismo mitocondrial para um metabolismo glicolítico (Dick et al., 2023). Dessa forma, entender o metabolismo de Fe em protozoários hemoflagelados é de crucial importância, considerando que o Fe é um micronutriente essencial para tripanosomatídeos, e ainda há muitas lacunas no papel do Fe no ciclo de vida e patogenicidade desses organismos, bem como acerca dos mecanismos de sua aquisição e uso.
Nosso foco é entender como Trypanosoma cruzi, o parasita causador da doença de Chagas, armazena Fe e como o excesso desse mineral pode desencadear um tipo de morte celular conhecido como ferroptose. Essa abordagem inovadora pode abrir novas portas para o desenvolvimento de terapias mais eficazes e seguras, uma vez que podemos identificar novos alvos moleculares para criar medicamentos que eliminem o parasita de forma mais seletiva e eficiente.
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Juliana Aparecida Rizzo Balancin
O grupo de pesquisa liderado pela Dra. Juliana Rizzo é dedicado ao estudo da comunicação microbiana mediada por vesículas extracelulares (VEs), nanopartículas lipídicas de composição complexa liberadas por diferentes tipos celulares. O principal objetivo da pesquisa é entender as vias de biogênese dessas vesículas em fungos de relevância médica, além de investigar seu papel na interação patógeno-hospedeiro, na virulência microbiana e nos mecanismos de resistência a medicamentos. O grupo também tem interesse no potencial inovador das VEs como plataformas vacinais e na prospecção de novos compostos com ação antimicrobiana.
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Isabele Barbieri dos Santos
Desenvolvo projetos de pesquisa relacionados ao Bem-estar; Refinamento e Enriquecimento Ambiental de roedores e lagomorfos e sobre a determinação de Pontos finais humanitários de modelos experimentais de roedores e lagomorfos infectados com agentes infecciosos.
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Sonia Rozental
A Dra. Sônia Rozental é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui especialização em Micologia Médica pelo Instituto Pasteur, em Paris, França. Concluiu seu Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas, com ênfase em Biofísica, também pela UFRJ. Atualmente, chefia o Laboratório de Biologia Celular de Fungos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho. Sua atuação se destaca na área de Micologia Médica, promovendo uma abordagem de saúde única, que se caracteriza pela integração do meio ambiente, saúde humana e saúde animal.
Acreditamos que, sem uma colaboração multidisciplinar, o enfrentamento dessas doenças será limitado.
As principais linhas de pesquisa do grupo incluem o estudo da: Biologia celular de fungos patogênicos, com uso de técnicas avançadas de microscopia óptica e eletrônica; Biossíntese de melanina por fungos pigmentados; Identificação de novos alvos antifúngicos e mecanismos de resistência; Relação entre saúde humana, animal e meio ambiente. Atua em divulgação científica, por meio de oficinas, workshops e publicação de textos.
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Cristina Henriques
Desenvolvimento de Biomodelos experimentais base de estudo para a pesquisa básica, e para testes pré-clínicos de avaliação de compostos e vacinas. O biomodelo envolve a associação de espécies de Leishmania e de cepas de Leishmania e T. cruzi com o modelo animal mais apropriado, capaz de reproduzir algum aspecto da doença ou mesmo as características fisiopatológicas da doença em humanos. Hamsters ou camundongos são os animais mais utilizados, infectados com Leishmania ou Trypanosoma cruzi expressando proteínas capazes de emitir bioluminescência ou fluorescência, permitindo rastrear e acompanhar a infecção ao longo do tempo.
A infecção tem impacto na progressão e manutenção da doença, portanto, a via de administração do inóculo, assim como a quantidade e a forma biológicas do protozoário fazem parte do protocolo validado e do modelo experimental desenvolvido. O desenvolvimento de biomodelos experimentais é considerado estratégico e importante para a inovação em pesquisa e na produção em saúde.
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Fabio Gomes
Nosso grupo está dedicado ao estudo das interações patógeno-hospedeiro, com foco em insetos transmissores de doenças como mosquitos Anopheles e Aedes, além dos parasitos e vírus relacionados com as doenças transmitidas por esses vetores. Minhas investigações abrangem mecanismos de imunidade inata e memória imunológica em mosquitos, e o impacto de doenças metabólicas do hospedeiro vertebrado sobre a transmissão de doenças. Nossos estudos compreendem ainda outros aspectos do metabolismo e fisiologia celular de protozoários, insetos e mamíferos, incluindo o metabolismo de polifosfato e patologia de doenças. Para tais objetivos, nosso grupo utiliza técnicas de manejo de animais, bioquímica, biologia molecular e biologia celular, empregando ainda técnicas de imageamento por microscopia eletrônica e de fluorescência. Colaboramos também com pesquisadores de outras áreas para integração de minhas linhas de pesquisas com abordagens ômicas (metabolômica, proteômica e transcriptômica), modelagem matemático e epidemiológico, e refinamento de técnicas de transgênese.
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Rossiane Claudia Vommaro
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988) e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996). Desenvolve projetos nas áreas de: 1- Quimioterapia experimental para toxoplasmose, em modelos de linhagens celulares (in vitro) e em modelos murinos (in vivo), identificando compostos recém-sintetizados com atividade anti-Toxoplasma gondii e buscando reposicionamento de medicamentos já utilizados no mercado farmacêutico para outras enfermidades.
Os testes experimentais buscam alternativas de tratamento utilizando modelo de toxoplasmose sistêmica e ocular nas fases aguda e crônica da infecção. 2- Reativação da toxoplasmose crônica com uso de imunossupressores, em modelos de estudo in vitro e in vivo. A partir da reativação da infecção estudamos a disseminação do Toxoplasma gondii no cérebro, olho e outros órgãos, elucidando os mecanismos celulares que levam à conversão da forma cística para a forma de replicação rápida, que causa as lesões da fase aguda. 3- Técnicas clássicas e avançadas de microscopia óptica e eletrônica para estudo de protozoários patogênicos, e identificação de estruturas celulares importantes para diagnóstico parasitológico e banco de imagens para atlas de parasitologia.
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Miria Pereira
A professora Miria G. Pereira tem doutorado em Ciências pelo IBCCF e atualmente é professora de Parasitologia e de Biologia Celular. Suas linhas de pesquisa incluem o tráfego de lipídios em Trypanosoma cruzi - agente etiológico da doença de Chagas - buscando entender como se dá a captação de LDL, a saída do colesterol da via endocítica, o papel do transportador TcABCA1 e a caracterização da enzima TcACAT. Além disso, busca caracterizar os lipid droplets de T. cruzi. Tem experiência em biologia celular, bioquímica, fracionamento celular e microscopia eletrônica. Do ponto de vista de ensino e extensão, tem interesse na construção de um site de parasitologia médica moderna que possa auxiliar estudantes da UFRJ e de outras instituições de ensino, incluindo o público não familiarizado com o tema.
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José Procópio Senna
Tem experiência na área de Imunobiológicos, com ênfase em microbiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: bactérias multirresistentes, desenvolvimento de imunoterapia passiva - anticorpos monoclonais terapêuticos, vacinas e aptâmeros para o tratamento, identificação e profilaxia de bactérias multirresistentes aos antimicrobianos.
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Bartira Rossi Bergmann
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Kildare Rocha de Miranda
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Wanderley de Souza
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Marlene Benchimol
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